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Até o início do
século XIX o local era conhecido como Terra
de Cunhambebe posteriormente batizada como
Ilha dos Porcos. Em 1850 sediou uma base naval
inglesa destinada a caça de navios negreiros.
Em 1904 o Governo de São Paulo resolveu instalar
um presídio na Ilha dos Búzios, próxima à
Ilha de São Sebastião. |
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| Dificuldades para atingir
a Ilha dos Búzios fizeram com que o então Secretário
de Justiça instalasse o Presídio na Ilha dos Porcos
inaugurado em 1908 com o nome de Colônia Correcional
do Porto das Palmas. |
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Em
19 de março de 1934 por projeto dos deputados
Cirinato Braga e Manoel Hipólito do Rego
a Ilha passou a chamar-se Ilha Anchieta
como parte das homenagens do quarto centenário
do nascimento do "Apóstolo dos Gentios".
Entre 1931 e 1933 foi transformada em presídio
político. Em 1942 passou a chamar-se Instituto
Correcional da Ilha Anchieta. |
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| Em 20 de junho de 1952
o local foi palco de uma das mais sangrentas e cruéis
revoltas carcerárias do país chefiadas pelo presidiário
Francisco Pereira Júnior. Nesse dia 400 presos amotinados
dominaram os guardas, mataram soldados e funcionários
civis e militares, fugindo para o continente onde
se embrenharam nas matas e atingindo algumas cidades
do Vale do Paraíba, sendo perseguidos por forças
do Exército, Aeronáutica e pela Polícia Militar
do Rio e de São Paulo sendo muitos deles mortos
e a maioria recapturados. |
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| A revolta decretou
o fim do presídio, desativado em 1955. Finalmente,
em 29 de março de 1977, o Decreto Estadual 9.629
transformou a ilha em Parque Estadual com área de
1.000 hectares abrangendo a Ilha Anchieta (828 hectares)
e as ilhas das Palmas, das Cabras e a Laje das Palmas. |
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| Nela funciona uma das
bases do Instituto de Pesca e um Núcleo de Atividades
do Projeto Tamar (Tartarugas Marinhas). Acesso marítimo,
em 40 minutos, a partir do Saco da Ribeira, da Enseada
e do Itaguá, em Ubatuba, através das escunas de
várias empresas de turismo. |