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Pradre Anchieta
 
 
Em 1564, Anchieta veio para Iperoig (Ubatuba) em missão de pacificar os tamoios. Anchieta acabou por se tornar refém, permanecendo assim enquanto Padre Manoel da Nóbrega voltou a São Vicente para negociar com os portugueses. No cativeiro, escreveu na areia seu famoso Poema da Virgem, com mais de 5.700 versos em latim.
 
Em 8 de Maio de 1553 o jovem jesuíta partiu para o Brasil na 3ª Expedição de Missionários Jesuítas, chefiada pelo Padre Luiz de Grã. Chegou em 13 de Julho do mesmo ano em Salvador, na Bahia, onde permaneceu alguns meses. Em outubro partiu para o sul do Brasil, a caminho da Capitania de São Vicente. Visitou pela primeira vez a aldeia de Reritiba, hoje cidade de Anchieta, no Espírito Santo. Em 25 de Janeiro de 1554, ainda noviço jesuíta, esteve presente na fundação da Vila de Piratininga, berço da futura metrópole de São Paulo, no atual Pátio do Colégio.

Em 5 de Maio de 1563, Anchieta chegou à Praia de Iperoig em Ubatuba, em companhia do Padre Manoel da Nóbrega, afim de negociar uma trégua com os índios Tupinambás. Regressando Padre Manoel da Nóbrega a São Vicente, Anchieta permaneceu refém. Aqui iniciou seu famoso Poema à Virgem, com 5.732 versos latinos, alguns dos quais tracejados nas areias da Praia de Iperoig. Em setembro do mesmo ano voltou a Bertioga em companhia do índio Cunhambebe.
Dois anos mais tarde, participou da fundação da cidade do Rio de Janeiro, ao lado de Estácio de Sá, e no mesmo ano foi ordenado sacerdote em Salvador. Por ocasião dessa viagem, novamente Anchieta pisou em solo capixaba.

Em 1567 retornou ao Rio de Janeiro e no mesmo ano seguiu para a Capitania de São Vicente, onde foi nomeado Superior local dos padres jesuítas.
No ano de 1573, visitou o Santuário da Penha no Espírito Santo, afim de render graças por ter sido salvo de um naufrágio.

Em 1577 recebeu a nomeação de Reitor do Colégio, na Bahia, mas deixou o cargo no mesmo ano para assumir as funções de Provincial dos Jesuítas do Brasil. Tinha 43 anos de idade. Daí em diante, permaneceu praticamente o resto de sua vida no Espírito Santo, realizando ainda algumas viagens para diversos pontos do país, promovendo a fundação de comunidades jesuítas.

Em 1579 recebeu a imagem de Nossa Senhora Assunção em Reritiba, com a apresentação do auto "Dia da Assunção", de sua autoria. Em 1585, fundou a aldeia de Guaraparim (ES). Para a inauguração escreveu o mais expressivo auto tupi, "Na Aldeia de Guaraparim".

No dia 9 de Junho de 1597, aos 63 anos, Anchieta faleceu em Reritiba, após 44 anos de incansável trabalho apostólico-pastoral realizado no Brasil. Catequista onipresente, poeta, tupinólogo e professor. Músico, enfermeiro, construtor de capelas, conselheiro espiritual.

Em 1611 os ossos de Anchieta foram transladados em parte para o Colégio da Bahia e alguns para Roma. Em 1617, a pedido dos Jesuítas do Brasil, foram iniciados os processos de Beatificação e Canonização do Padre José de Anchieta.

No ano de 1736 o Papa Clemente XII declarou Padre Anchieta "Venerável" por constar que suas virtudes foram exercitadas pelo Papa Clemente XIV. Em 1773, foram suspensos os processos.