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Desde 1937, quando
foi enviado à Câmara o primeiro projeto
de lei para instituir o Brasão do Município
de Ubatuba, permanece uma dúvida quanto à
sua legalidade.
Segundo Whashinton de Oliveira, popularmente chamado
"Seu Filhinho", o projeto enviado à
Câmara não chegou a ser aprovado e,
até hoje, muitas modificações
foram feitas sem contudo verificar se o faziam corretamente |
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| Segundo ele, em 1937,
por ocasião do III Centenário de Ubatuba,
a Prefeitura, em colaboração com o
Instituto Histórico e Geográfico de
São Paulo, promoveu solenidade para comemorar
o acontecimento.. Aquele instituto solicitou do
heraldista José Wasth Rodrigues a elaboração
do obelisco a ser inaugurado na Praça da
Matriz, ele ficasse perpetualizado em bronze. |
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Entretanto, tudo
foi planejado e executado precipitadamente, devido
o curto prazo de tempo e as dificuldades da época.
Na data das festividades, 28 de outubro de 1937,
o então prefeito Washinton de Oliveira enviou
à Câmara o projeto de lei redigido
nos seguintes termos:
Artigo II - Revogam-se as disposições
em contrário. |
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| Justificativa |
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| A cruz, peça
honrosa de primeiríssima ordem, que alteia
no escudo e se apresenta com esplendor de ouro,
consagra o seu orado e lembra o nome que lhe foi
dado pelo seu fundador, Jordão Homem da Costa,
depois de afastados os selvagens tamoios, oficialmente
legalizados, Exaltação da Santa Cruz
do Salvador de Ubatuba. |
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| Em memória,
diz Eugênio Egas, de haver a cruz empunhada
pelos missionários José de Anchieta
e outros. |
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| Ubatuba, palavra
de origem indígena, significando sítio
abundante de ubás (caniços silvestres)
é lembrada pelos dois caniços, cruzados
ao pé da cruz. Finalmente, a canoa com cinco
remadores navegando no mar, rememora a atividade
dos indígenas estabelecidos nesta região.
Os 5 remadores são: Cunhambebe, Aimberê,
Pindabuçu, Coaquira e Araraí. Eles
eram chefes da 5 tribos Tupinambá que formaram
a Confederação dos Tamoio. Serve de
timbre ao escudo, a coroa mural de ouro convencionalmente
adotada para caracterizar as armas dos municípios
e cidades. |
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| Conclusão |
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A Câmara
recebeu o projeto para aprovação que
desse forma legal, "o bronze do obelisco"
fosse ostentado nos papéis e atos oficiais
do município. Entretanto, naquela época,
as sessões se realizavam quinzenalmente e,
no dia 10 de novembro, 13 dias após ser enviado
à Câmara o projeto, o Presidente Getúlio
Vargas , implantou no País o Estado Novo
e na Constituição que outorgou, aboliu
todos os símbolos, armas, hinos e bandeiras
regionais.
Segundo "Seu Filhinho", nem a Câmara
votou o projeto, nem o prefeito formalizou por decreto.
Em 1946, a Constituição restabeleceu
armas, hinos, bandeiras e brasões; no entanto
aqui, os governantes adotaram-na sem o cuidado de
verificar se o faziam legal ou impropriamente. |
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| Modificações |
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Posteriormente,
o brasão sofreu várias modificações
baseadas na Lei nº. 4/1957.
Foi feita a revisão pelo heraldista Salvador
Thaumaturgo que sofreu a seguinte modificação: |
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a) o
escudo francês foi substituído pelo
português;
b) a Cruz perdeu o resplendor de ouro e, do pé,
foram suprimidos os dois ramos de ubá em
aspas brocantes de verde;
c) como ornamento foi acrescentado um listel de
prata com as indicações: 1637 - Ubatuba
- 1855;
d) acrescentou como suporte dois ramos de ubás,
floridos, ao natural. A primeira data (1637) indicava
o ano de elevação da Vila da Exaltação
da Santa Cruz do Salvador de Ubatuba e a segunda
1855, a data de elevação a comarca. |
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| A
segunda modificação se deu em 1967,
instituída pela Lei nº. 120, de 25 de
agosto de 1967. O heraldista Alcindo Antônio
Peixoto de Faria fez a revisão do brasão
que teve a seguinte alteração: voltou
o resplendor à cruz e, no listel, suprimiram
as datas e acrescentaram a frase latina - Unitatem
Servavit Patriae Et Fidei - que se traduz: Conservou
a Unidade da Pátria e da Fé, Legenda
de Ibraim Nobre e do Padre Viotti. |
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| Essa
legenda reafirma a hipótese de que Ubatuba
é o berço da unidade nacional, marcado
pelo acontecimento que passou a figurar na história
do Brasil com o titulo de PAZ DE IPEROIG. Isso ocorreu
em 1563, quando José de Anchieta conseguiu
o acordo de paz entre as 5 tribos tupinambá,
que formaram a Confederação dos Tamoio,
portugueses e as tribos Tupinambá do Rio
de Janeiro aliadas dos franceses de Villegaignon.
Pois se os calvinistas franceses tivessem permanecido
aqui, as lutas religiosas que então se processavam
na Europa, teriam se transportado para cá,
e conseqüentemente o Brasil seria dividido
em três regiões: a do sul e norte,
católicos e de língua portuguesa e
no centro calvinistas e língua francesa. |
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| Opiniões |
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Enquanto
uns consideram que o brasão oficial é
o último aprovado pela Câmara em 25
de agosto de 1967, outros acham que foi aprovada
apenas a modificação de um projeto
que não havia, e portanto, não é
considerado legal. Há também os que
não concordam com essas modificações
sem que haja um argumento importante.
Isso porque, além do primeiro brasão
elaborado ser tão lindo e expressivo quanto
os outros, ele está perpetualizado no obelisco
da Praça da Matriz, marcando o III Centenário
da cidade, e que nunca poderá ser retirado,
e também evitaria que cada monumento da cidade
tivesse um brasão diferente. |
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Pesquisa
de Edson Silva |
Fonte
SeTur Ubatuba |
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