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Sítio Arquelógico
 
Por volta de 75 DC a Praia do Tenório (3km ao Sul de Ubatuba) era povoada por várias famílias que se dedicavam a pesca, coleta de moluscos e a caça de pequenos animais. Não conhecia a escrita nem a técnica de fabricação de vasilhames de cerâmica mais sabiam polir machados de pedra, fabricar instrumentos de ossos e confeccionar objetos de adorno pessoal com dentes de animais e conchas de moluscos. Seus mortos eram enterrados em covas rasas, enfeitadas por seixos colhidos junto às encostas.
 
As vezes assentavam sobre os corpos dos mortos grandes blocos de pedra para impedir que a alma fugisse dos corpos. Em alguns casos os mortos eram enterrados junto a fogueiras deixando seus corpos carbonizados.
 
Os indivíduos eram enterrados junto com seus pertences: colares, pulseiras, pontas ósseas, dentes de animais e peixes, machados e outros objetos de uso pessoal. Corantes vermelhos (limonitas) em frascos de cerâmica eram depositados junto aos corpos ou espargidos sobre o mesmo. Possuíam vida semi-nômade percorrendo as praias da região, costões, mangues e lagoas para obtenção de moluscos, peixes, crustáceos, tartarugas, cágados, lotos, pequenos animais, aves, frutos silvestres, fibras e tubérculos que lhe garantissem a subsistência e lhes fornecessem matéria prima para confecção de artefatos de uso pessoal.
 
Os alimentos eram preparados em fogueiras, assados ou tostados sobre a brasa. Pescavam em rústicas canoas ou utilizavam armadilhas para capturar peixes junto às praias e costões rochosos. As espécies marinhas capturadas ou pescadas eram ovevas, pescadinhas e roncador. Os crustáceos preferidos para alimentação eram uçás, guaiás, siris e santola; entre os moluscos preferiam o pregaí, o saquaritá, rosca chaves entre outros. Alimentavam-se também com ouriço-do-mar. As aves tiveram papel pouco expressivo no seu cardápio alimentar. Seus sítios eram construídos ao longo do litoral, próximo aos cursos de água doce onde permaneciam até se esgotarem os recursos disponíveis.
 
Outros "sítios" foram encontrados na Praia do Itaguá cujo material foi enquadrado na tradição Tupí-Guarani. A presença de contas de vidro, de uma peça de metal e de formas de cerâmicas acultuadas evidenciam o contato deste grupo com os colonizadores europeus após a descoberta (1.500). Todo esse acervo arqueológico pode ser visto em exposição no Museu Regional de Ubatuba, no prédio conhecido como "casarão do porto" (centro) onde funciona a séde da FUNDART (Fundação de Arte de Ubatuba), à rua Felix Guizard, 38 (Centro).
 
 
 
 
 
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